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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Amizades, amores e desejos proibidos

 

(Retirado de http://yohanandreams.blogs.sapo.pt)

 

 

Pilar ao ler aquela carta apercebeu-se que na vida há muitas coisas que gostariamos de ver concretizadas, que existem amores proibidos, pelos homens, pelo destino, por Deus ... ou talvez pelos próprios intervenientes que não querem  dar ouvidos ao seu coração, não querem  arriscar em demasia, lançar-se no desconhecido porque apesar de  não estarem  felizes sabem com o que podem contar todos os dias e, afinal de contas, há uma certa idade em que se mede ponderadamente os riscos ...não como na adolescência em queo amor e uma cabana , basta ...

Dantes era bem diferente ... ou eram as familias, as obrigações religiosas, as convicções, os tabus ... mas hoje também não seria igual?

Quando era miúda tinha sentido na pele o sentido de uma amizade proibida ... muito diferente da amizade e da ligação que tinha com Isabella. Tinham vindo de uma vila pequena em que todos se conheciam e que a ideia de que as famílias mais ricas não se deviam misturar com as mais pobres ou menos fortunadas ... infelizmente frente à casa dos pais de Pilar existia uma enorme casarão de grandes senhores, os quais viviam e andavam constantemente entre a capital, as fazendas em Àfrica, fábricas no Brasil ... mas que iam de vez em quando à pequena  vilazita  ... essa família tinha um filho da idade da Pilar que estudava no Colégio Militar, mas desde o primeiro dia que a viu ficou encantado, tinham ambos oito anos, uma amizade simples e duradora, daqueles que não se consegue explicar foi crescendo até que chegaram à adolescência e a amizade foi proibida ... os pais de Francisco, assim se chamava o seu amigo, achavam que Pilar poderia aproveitar-se dele e da sua situação económica ... ameaçaram Pilar e seus pais, tentaram suborná-los e o seu amigo nunca mais voltou à vila ... às vezes tinha saudades dos seus risos, das suas correrias, do cheiro a campo, quando ele trazia uma simples papoila para lhe oferecer ...

Agora vivia novamente outro momento de proibições ... ai se ela conseguisse que tudo à sua volta desaparecesse ...

publicado por Ennoea às 23:03
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Amor Eterno...

 

 

 

(imagem retirada da net)

 

Durante o período de tempo, que passou desde o jantar até a abertura de mais uma das cartas, Pilar andava totalmente absorvida nos seus pensamentos.
Isabella por seu lado andava com uma nova esperança, quem sabe Gabriel ainda estivesse vivo…
Nessa manhã de sabádo tomavam o café sentadas na varanda, Pilar desfolhava o jornal, procurando as palavras cruzadas.
Isabella segurava numa torrada e com a outra mão segurava numa das cartas, que tinha retirado da caixa.
- Abre tu, Pilar.
- Ora vamos ver…Humm, um amor proibido…. Disse Pilar.
 
 
Querida Matilde:
 
Da janela do meu quarto, de onde tantas vezes te observei a passear por este jardim imenso, escrevo-te esta carta.
Lá ao longe, onde nos conhecemos e beijamos pela primeira vez, o nosso lago, mantém o mesmo ar fresco e água límpida de sempre, assim como me recordo do teu corpo, onde tantas vezes matei a minha sede.
Cada árvore que o rodeia de braços estendidos, fazem-me lembrar de ti, quando corrias para te aconchegares no meu colo, e eu de braços abertos te recebia.
Minha querida, não suporto mais esta tormenta, chegou a hora de partir, de me afastar deste mundo.
O meu coração chora profundamente esta partida, por ti, por mim…
A minha vocação chama-me, e por mais que te ame, para mim, ser-me –ia impossível viver, se não cumprisse os desígnios para que nasci e vim a este mundo…
Levarei para sempre comigo, o cheiro dos campos nos teus cabelos, o cheiro da tempestade de verão no teu corpo, o cheiro de amoras silvestres nos teus lábios.
Serás para sempre a minha amada, e um dia quando estivermos noutro lugar, onde não há pecado, ainda me recordarei de ti…
Sou teu… para toda a eternidade…
 
J.R.

 

publicado por Raquel às 05:00
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Um jantar á luz das velas

 

(Imagem retirada da net)

 

O jantar decorreu num ambiente extremamente romântico, nada foi deixado ao acaso, desde a comida afrodisíaca até ao próprio ambiente na sala.  

A sala era iluminada simplesmente por velas, elegantemente dispostas por cima de castiçais antigos...

As sombras desenhavam-se por trás de Pilar e João.

Os olhos de ambos encontravam-se constantemente, não escondendo o desejo que sentiam um pelo outro.

Pilar estava indecisa com o rumo que toda esta situação poderia tomar.

Falaram pouco ao jantar, deixaram que o silêncio transcrevesse o que pensavam.

Á saída, João segurou as mãos dela entre as suas, Pilar deu um passo atrás, como se fosse fugir do beijo que ele se preparava para lhe roubar.

Beijaram-se apaixonadamente e sem querer Pilar sentiu-se embarcar numa viagem proibida. 

publicado por Raquel às 17:30
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Demónio de Saias

 

la vie est belle.....

 

 (imagem retirada da net)

 

Os dias que se seguiram, foram vividos numa ânsia constante por Pilar...

 

- Tenho que me despachar, o João vem buscar-me ás 20h, vamos jantar fora. – Avisou Pilar, agitada e indecisa no que iria vestir nessa noite…
- Hummm, estou a ver… quer dizer que hoje não tenho companhia. - Respondeu Isabella, piscando o olho á amiga.
 Pilar não aceitava a ideia de estar rendida definitivamente a um homem...
Adorava flirtar com homens atraentes e que se faziam de difíceis, só para ter o prazer de os conquistar…era eximia na arte da sedução.
Quando o conseguia… deitava-os para trás das costas e seguia para a nova conquista.
Parecia reservada, mas quando queria tornava-se um demónio de saias.
Desde a escola que era assim, quando se recordavam desses tempos as duas, riam alto e bom som…
 
Ás 20h em ponto, chegou João…Isabella ouviu a campainha tocar e apressou-se a abrir a porta..
- Olá – exclamou ele..
- Olá João, sempre pontual..
Pilar dirigiu-se á sala, escolhera um vestido deslumbrante, que realçava ainda mais as suas formas irresistíveis…
- Estás linda…sussurrou Isabella, enquanto se dirigia para a cozinha…
João olhou-a e ficou embevecido… 

 

publicado por Raquel às 03:30
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Um amor além do visivel ...

 

 

 

Amor.

 

(Imagem retirada da net)

  

 

Isabella recordou com muita emoção uma conversa que aconteceu entre ela e Gabriel, quando começaram a planear a sua vida em comum...Planearam tanta coisa e nada aconteceu...

Queria tanto ter uma família com Gabriel, serem felizes...viverem um para o outro.

 

Pilar dando-se conta, interrompeu-lhe os pensamentos e informou-a:

 

- Sabes quem me telefonou? - disse sorrindo e tentando desanuviar o ambiente...

- Não... - respondeu Isabella fixando o olhar no infinito.

 

- O João , lembraste dele?

 

Isabella sorriu e acenou com a cabeça, dando sinal que sim.

 

João era um médico que Pilar conhecera quando estivera no campo de refugiados.

Desde essa altura que sentia um calafrio na espinha sempre que falava dele, era um homem charmoso e muito corajoso capaz de enfrentar tudo e todos...

Pilar amava-o como nunca amou ninguém, sentia que eram almas gémeas... havia um enamoramento espiritual entre ambos, algo mais que carnal.

Mas por vezes questionava-se se seria certo esse amor, uma vez que ele era comprometido, pelo menos era o que sabia...

 

 

publicado por Raquel às 15:30
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Semente de ti ...

 

 

Foto retirada da net

  

 

"Querido Marco

 

Desde que sai de perto de ti a minha vida tem sido um inferno ... os meus pais afastaram-me de ti, obrigaram-me a sair dai e viemos para outro país ... dizem que não conseguiam viver com a vergonha de ter estado enamorada de ti ... porque tu não tens estudos, porque és pobre e de más famílias... mas a mim, o que isso importa? O que me importa é aquilo que és, independentemente das tuas origens ... amo-te pelo teu interior, pela tua alma, pela força e coragem que tens em ti ... sei que irás longe, és determinado e ambicioso ... mas és um ser humano lindo, capaz de ajudar os outros e de fazê-lo gratuitamente ...

Estou a escrever-te à pressa, pois receio que eles entrem pelo quarto a dentro, ando vigiada, mas a minha prima fará que esta carta chegue até ti ...

Tenho uma novidade para te dar ... não sei se ficarás feliz ou não ... o meu pai não quer que saibas, mas eu tinha que te dizer ... seria injusta para contigo e tu não o mereces ...

estou grávida ... vais ser pai ... espero que fiques feliz como eu estou ... é a única coisa boa que me tem dado esperança a toda esta humilhação ... é a tua vida em mim, o prolongamento do nosso amor, a perpetuação da nossa entrega ...

Quando ele nascer darei notícias ou assim que poder ...

Um beijo de Amor com muitas saudades ...

Da tua

 

Beatriz

 

publicado por Ennoea às 10:28
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Pesadelo

 

 

  

 (imagem retirada da net)

 

Desde o dia em que Gabriel desapareceu, como se tivesse sido engolido pela terra, que ninguém sabia nada dele.

Aos poucos Isabella, foi perdendo a alegria tão característica dela, o seu semblante era por vezes fechado, e só tinha um objectivo, encontrar ou saber o que se tinha passado com o homem que mais amou em toda a sua vida.

Chorava vezes sem conta a pensar nele, as vezes Pilar acordava com um grito que rompia o silêncio da noite, era mais um dos seus pesadelos, onde chegava a igreja e Gabriel não estava, este sonho horrível perseguia-a.

Isabella, carregava com ela a dor da dúvida, da ausência, sentia-se triste, desamparada e só pensava em ajudar os outros que assim como ela, mas de forma diferente enfrentavam algo que os derrotava.

Era como se sentia derrotada, por não poder viver a sua vida, com o homem que desejava.

Tantos planos, tanto amor.

As lágrimas caiam, Isabella questionava-se porque tinha de ser ela a passar esta prova tão difícil.

Pensou em falar a Pilar, e desistir de ler as cartas... ali encontrava tantas palavras que a faziam recordar Gabriel.

publicado por Raquel às 15:30
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Lembranças do coração

  

 

(Foto retirada da net)

  

 

Aquela leitura incomodou Pilar, mas Isabella estava de rastos ... a paixão, o amor, a dádiva .... sabia o que era, pois já tinha vivido um

amor assim ... em que ele daria a vida por ela e ela a vida por ele, como se fossem apenas uma pessoa, como se as suas almas fossem apenas uma ...

Pilar olhou novamente para a amiga e perguntou-lhe:

"- Queres que te faça um chá?"

"- Não, deixa estar isto passa!" - respondeu Isabella, baixinho.

Naquele momento tudo vinha à memória de Isabella, como se uma arca que estava fechada há anos tivesse explodido e atirado tudo para fora. Gabriel ... o seu grande e único amor ... tinha nome de arcanjo ... era um homem culto, lindo, meigo, cavalheiro, romântico  ... dos poucos que existem ... namoraram cinco anos e tudo estava bem ... nunca falhará a um encontro, sempre disponível, amigo ... amante ...era a sua alma gêmea e a seu lado era a mulher mais feliz do mundo ...

Decidiram casar ... encontraram a casa dos seus sonhos à beira-mar, decoraram-na a seu gosto, planearam os filhos ... tudo estava perfeito ... e marcaram a data do casamento!

Ela sentia-se a princesa de um conto de fadas que ia finalmente ficar eternamente com o seu principe encantado e seriam felizes ... para sempre!

No dia 03 de Julho estava um dia lindo, quente de Verão e Isabella sonhava com a hora de trocar as promessas e os votos com o seu amado. De manhã, ele ligou-lhe a dizer:

" - Até já, Amor! "

À hora marcada, Isabella chegou à Igreja acompanhada por seu pai e familiares, notou no rosto dos convidados de Gabriel que algo se passava . Tinha saído com eles de casa no seu automóvel para vir para a igreja mas não tinha chegado ao seu destino. Isabella ficou em pânico, entrou na igreja, aproximou-se do altar e ajoelhou-se. Pedia a Deus, rezava, orava para que nada tivesse acontecido a Gabriel ...mas nada ... passou uma hora, passaram duas, passarm três ... e nada ... ligaram para os hospitais, para a polícia ... e nada ...

até hoje ... passados três anos ... nunca mais nada se soube de Gabriel ....

Uma lágrima rolou no rosto de Isabella ...

 

 

 

 

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publicado por Ennoea às 17:36
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

O Amor não se diz ...

 

SOLTO PALAVRAS
 
(Foto retirada da net)
 
Aquela última carta tinha sido emocionante para mim, estava longe de casa, da minha Mãe mas o que valia era ter Isabella do meu lado, era a minha amiga de sempre, a minha “mana” e quando as coisas corriam menos bem, lá estava ela a dar-me um empurrão. Eu tinha a mania de me fazer forte, mas às vezes a minha fragilidade vinha à tona.
Naquele fim-de-semana, decidimos ir à praia, depois às compras e ir ao cinema há tanto prometido, adorávamos cinema, pena era não conseguirmos ir ver todos os filmes que iam saindo … culpa da profissão, mas sempre que podíamos lá íamos nós satisfazer o nosso apetite cinéfilo!
No sábado à noite distraída a fazer zapping pelos canais e a comer umas bolachitas de chocolate que tínhamos comprado na padaria perto de casa, Isabella confidenciou-me:
“- Sabes o que me apetece? “
“ – Sei lá! – respondi-lhe. Fazer um bolo de mármore ou uma tarte de frutos silvestres, não? A partir da meia-noite é que te apetece cozinhar!”
“ – Não! Há algo a chamar por nós … - disse.”
E lá apareceu ela com o caixote nas mãos com um sorriso que parecia uma criança com o seu brinquedo novo.
Retirou o envelope cuidadosamente como se de uma relíquia se tratasse. Abriu a carta e corou …. Exclamando:
“- Temos aqui hoje uma bela carta, amiga!”
 
“ Minha doce paixão,
 
Escrevo-te estas simples palavras que brotam da minha alma, pois meus lábios não conseguem proferi-las. Há sentimentos que ultrapassam o dizer, que ultrapassam tudo o que te posso falar, porque o Amor não se diz, o Amor sente-se e faz-se…
O que te posso dizer, meu Amor … que sem ti a minha vida não faz sentido, que sem ti o Sol não brilha, a Lua não ilumina a noite, que os pássaros não cantam, que nem sei quem eu sou … sem ti nada faz sentido porque Tu és a minha razão de ser, o motivo porque acordo todos os dias, o caminho que percorro, a luz que guia o meu olhar …
Como te posso dizer isto tudo? Palavras não bastam … por ti daria o meu corpo, a minha pele, o meu sangue e os meus ossos … por ti daria a minha vida porque tu és a minha vida e a vida em mim …
E quando olho o teu rosto, quando vislumbro o teu olhar … tudo desaparece … o mundo, as outras pessoas … só tu existes … sou levado para o plano mais irreal possível, para a comunhão do indizível, para a união ancestral … e quando toco no teu corpo penso que sou tão pequeno e tu és um Anjo… e o céu se abre, o infinito surge e a Felicidade acontece …
Que te posso dizer, minha doce paixão?
Somente que sou teu, entregue aqui de corpo e alma, para toda a eternidade.
 
 
Rodrigo”
publicado por Ennoea às 15:30
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Menino homem...

 

 

menino feito homem

 

(Foto retirada da net)

 

Chegou o dia, que para nós começava a ser um ritual... o de abertura de mais uma carta.

Olhávamos uma para a outra...a ver quem seria desta vez a ler.

A Pilar não se fez de rogada...e agarrou num envelope que estava mesmo na parte de cima da caixa.

Abriu-o e como uma pena a flutuar, saiu lá de dentro uma foto.

Talvez fosse de quem a escrevia, era o mais certo, pensamos.

Eu fiquei a olha-la por uns segundos... contemplei aquele rosto, sem saber o que viria a seguir.

Pilar, colocou a voz, como andava a aprender nas suas aulas de canto, e começou :

 

 

 

Querida Mãe,

 

Desejo que ao receberes esta carta, o teu coração fique mais tranquilo.

Sai da casa do pai, tinhas razão, como sempre, já tinhas sido enganada por ele, e fez o mesmo comigo.

Quando comecei a trabalhar, correu tudo bem, durante os primeiros tempos.

Quando recebi o primeiro ordenado, ficou com metade, começou a ser rotina.

De inicio não reclamei, quis aproveitar para o conhecer melhor, foram tantos anos de ausência, de falta de convívio, tentei dar-lhe o beneficio da dúvida.

A situação manteve-se e tentei arranjar uma solução... mal eu sabia o que iria acontecer.

Falei com a companheira dele, houve uma grande discussão entre ambos e o pai pôs-me na rua.

Mãe, escrevo estas linhas a chorar, nunca pensei, que isto fosse possível...mas ajudou-me a crescer e a tornar-me no homem que hoje sou.

Durante algum tempo, dormi debaixo do carro dele, chegava do trabalho e adormecia, para de manhã me levantar bem cedo, antes que alguém saísse de casa.

Passei fome e frio, a noite de Natal desse ano, foi passada a pensar em ti e na nossa família, só assim consegui suportar o frio que fazia.

Conheci a Clara, os pais dela acolheram-me como a um filho, trataram de mim, das minhas feridas, as visíveis e as da alma.

Vamos casar brevemente, adorava que estivessem todos presentes.

Estou feliz Mãe, nunca me esqueci de ti , nem da nossa família.

Amo-vos a todos.

 

Com saudades,

 

 

João Ricardo

 

 

 

 

publicado por Raquel às 18:25
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